Uma vez você me perguntou,

Com a voz entrecortada o quanto eu te amava. E eu respirei fundo, numa tentativa fracassada de absorver calma, até que respondi: “Não existe quantidade para o amor.” Você me olhou pelo avesso e eu podia ver nos seus olhos o que você estava pensando sobre mim. Que eu era um louco, um louco agarrado a você. Eu puxei um sorriso no canto dos lábios e falei: “Eu não te amo muito, nem pouco. Já disse, não existe quantidade quando se trata de amor. Eu te amo isso não supre a necessidade da resposta que você tanto quer ouvir?”Dessa vez foi você quem sorriu e não me respondeu. Porque você não tinha resposta. Você nunca tem resposta quando eu formulo perguntas que envolvem nós dois. Você olhou distante, como quem procura algo e eu falei, já desesperado em saber o que você queria de mim: “Me diz o motivo da sua aflição, e desses olhos tão transparentes sobre mim. Se quer encontrar uma pergunta a qual eu não saberei responder, não vai conseguir. Se quer um pretexto para o fim, fale o que te incomoda. E eu irei embora, pois …” Ela tocou seus lábios nos meus, depois passou a mão nos meus cabelos, me olhou fundo nos olhos e eu já sabia, que aqueles olhos me perguntariam algo que eu não responderia de imediato ou talvez não tivesse forças para responder. Ela sustentou meu olhar e por fim, perguntou, tão séria e seguro quanto eu: “Você quer casar comigo?”

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