Não sei se algum dia ele foi embora,

Mas ele voltou. Ou então, sei lá, adquiriu o SÉTIMO SENTIDO, talvez. Tá bombado, o guri. E, sim, cada vez mais confuso. Olhos fitando o espelho, mas sem mirar no rosto, e sim nos detalhes da estampa dos azulejos ao fundo. É assim, ele. Não vê o que está a sua frente. Vê tudo, menos o que É pra ser visto. Seria o que está a sua frente algo que não deva ser visto? Acho que não. Ele não vê porque ele é assim mesmo: péssimo, eternamente um zero à esquerda em relações interpessoais de qualquer ordem. Essas limitações não são incuráveis. Mas ele não tem interesse em se tratar. Curar. Não tem. É descrevendo as desventuras e as histórias que ele vive – justamente por ser tão limitado – que ele faz seus dias passarem cada vez mais rápido, levantando suspeitas de que eles são todos iguais.

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